quarta-feira, 22 de agosto de 2007

These Are The Days Of Our Lives



Sometimes I get to feelin'
I was back in the old days - long ago
When we were kids, when we were young
Things seemed so perfect - you know ?
The days were endless, we were crazy - we were young
The sun was always shinin' - we just lived for fun
Sometimes it seems like lately - I just don't know
The rest of my life's been - just a show
Those were the days of our lives
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing is true
When I look and I find I still love you
You can't turn back the clock, you can't turn back the tide
Ain't that a shame ?
Ooh, I'd like to go back one time on a roller coaster ride
When life was just a game
No use in sitting and thinkin' on what you did
When you can lay back and enjoy it through your kids
Sometimes it seems like lately - I just don't know
Better sit back and go - with the flow
'Cos these are the days of our lives
They've flown in the swiftness of time
These days are all gone now but some things remain
When I look and I find - no change
Those were the days of our lives yeah
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing's still true
When I look and I find, I still love you
I still love you


Written by Queen. Sung by Freddie Mercury.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Profecia...



Nem me disseram ainda
para o que vim.
Se logro ou verdade
Se filho amado ou rejeitado.
mas sei
que quando cheguei
os meus olhos viram tudo
e tontos de gula ou espanto
renegaram tudo
e no meu sangue veias se abriram
noutro sangue...
A ele obedeço,
sempre,
a esse incitamento mudo.
Também sei
que hei-de perecer, exangue,
de excesso de desejar;
mas sinto
sempre,
que não posso recuar.


Fernando Namora

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Let Me Fall...



Let me fall
Let me climb
There's a moment when fear
And dreams must collide

Someone I am
Is waiting for courage
The one I want
The one I will become
Will catch me

So let me fall
If I must fall
I won't heed your warnings
I won't hear them

Let me fall
If I fall
Though the phoenix may
Or may not rise

I will dance so freely
Holding on to no one
You can hold me only
If you too will fall
Away from all these
Useless fears and chains

Someone I am
Is waiting for my courage
The one I want
The one I will become
Will catch me

So let me fall
If I must fall
I won't heed your warnings
I won't hear

Let me fall
If I fall
There's no reason
To miss this one chance
This perfect moment
Just let me fall

Josh Groban - Let Me Fall (From Cirque De Soleil)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

A verdade...

Não me apetece escrever!

Claro que passo o dia a fazê-lo. Sem dúvida. Aqui porém a folha em branco tem tido o condão de me ensarilhar o pensamento em turbilhões de insanidade. Entro, sento-me, fixo o olhar no ecran e alguns (muitos) minutos depois saio sem ter tocado uma tecla que seja. Apenas o ratito se deslocou ao cantinho superior direito para verificar que ainda lá está, imperturbável e omnipresente o distico: - Terminar sessão.

Assumo com simplicidade que, a escrever, nada escreveria que despertasse interesse. Tal como assumo com naturalidade que ninguém viria ler mais umas letras mal amanhadas por um parolo armado em blogger.

Engraçada a sonoridade do termo blogger... Dito com ênfase até parece algo importante... Uma espécie de Senhor Presidente do Concelho de Administração em versão minimalista...

Sorrio à ideia, ao som e perco-me por aí. Por um recanto qualquer que um dia gostaria de colocar em letras neste ou outro fundo... Faz-me feliz ver as letras cabriolando no papel, ainda que hipoteticamente virtual como este, organizando-se como petizes em fila para saltar ao eixo...

Não digo mais baboseiras. Aquele senhor que ali está sentado acaba de me reduzir à minha condição de reles demente ao afirmar alto e bom som: - Este blogger droga-se com pica de oregãos e coentros! Dá na veia à força toda! Só pode! Felicidade nas letras? Chiça! O mundo está mesmo do avesso! Internem-no!

E tem razão. O sacana do mundo está cada vez mais do avesso e eu com ele. Esta costela solidária vai acabar por dar cabo de mim mais cedo ou mais tarde. Também, se não for ela será o malte... Objecto de estudo, análise e cumplicidade esse néctar dos deuses obriga-me a todo o tipo de manifestações de solidariedade com os seus produtores nas mais diversas origens, tipos e sabores... Louvado seja o Malte!

O ratito começa a deslocar-se em direcção à saída. Acompanho o movimento com o olhar mas não o impeço de atingir o seu objectivo.

A verdade é que não me apetece escrever!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Ama-me por amor do Amor...

SONNET XIV

If thou must love me, let it be for nought
Except for love's sake only. Do not say
«I love her for her smile... her look... her way
Of speaking gently,... for a trick of thought

That falls in well with mine, and certes brought
A sense of pleasant ease on such a day» —
For these things in themselves, Belovèd, may
Be changed, or change for thee, — and love, so
[wrought,

May be unwrought so. Neither love me for
Thine own dear pity's wiping my cheeks dry, —
A creature might forget to weep, who bore

Thy comfort long, and lose thy love thereby!
But love me for love's sake, that evermore
Thou may'st love on, through love's eternity.

by Elizabeth Barrett Browning
http://www.readbookonline.net/readOnLine/2492/

É simples.

Apeteceu partilhar.

E, já agora, facilito a vida aos mais cansados...


SONETO XIV
Trad:. Manuel Bandeira

Ama-me por amor do amor somente
Não digas: «Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente

Minh'alma em comunhão constantemente
Com a sua.» Porque pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
Do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade

De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade.

Excelente fim de semana!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Simples...

Porém, quanto mais simples, maior a complicação.
Ninguém acredita que possa ser tão simplesmente simples. E assim sendo, inventam e rodopiam sobre o assunto em espirais de loucura e insanidade...
A conclusão chega quase sempre atrasada e de rompante:

- Que estupidez! Era tão simples!